DAS SOMBRAS
O lado da fraude que ninguém calculou
Com dezenas de denunciados, milhões bloqueados e ao menos quatro operações policiais, ainda falta a principal estatística: a dos pacientes que ficaram sem atendimento
Por Guilherme Trindade · Jornalismo · Unisc
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Home care é o serviço de atendimento de saúde prestado na casa do paciente, em geral destinado a pessoas com limitações graves que dependem de cuidados contínuos. Em 2024, o estado do Rio Grande do Sul teve mais de R$ 39 milhões bloqueados pela Justiça para custear esse tipo de serviço — o dobro do valor registrado no ano anterior. Segundo levantamento da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RS), as ordens judiciais para esse tipo de tratamento mais que dobraram em três anos: foram 94 em 2022, 167 em 2023 e 227 em 2024. Esse salto motivou a abertura de uma investigação institucional sobre fraudes no setor e desencadeou uma sequência de operações policiais que, entre dezembro de 2024 e abril de 2026, resultou em mais de cinquenta denunciados, além de prisões e bloqueios milionários. Existe, porém, uma estatística que nenhum dos relatórios oficiais incluiu. Não se sabe, ainda, quantos pacientes ficaram sem atendimento durante o desmonte das empresas envolvidas.
Já são quatro anos em cima de uma cama
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Vinícius Maciel Magnus, 21 anos, é um deles. Tem síndrome de Down e uma escoliose severa que o mantém em uma cama, depende de aspiração frequente, fisioterapia respiratória e motora, fonoaudiologia e cuidados de enfermagem 24 horas por dia. Não pode virar o pescoço para o lado sem risco, pois uma instabilidade nas vértebras pode interromper a oxigenação a qualquer movimento brusco. Em março de 2025, depois de quase três anos com a rotina estabilizada pelo serviço judicial de home care, a equipe que cuidava dele, sem explicação alguma, parou de chegar.
No dia em que Vinícius nasceu, a médica perguntou à Flávia Maciel, sua mãe, se ela sabia o que era síndrome de Down. Flávia, na época com pouco mais de vinte anos, respondeu que nunca tinha ouvido falar. “Depois que meu menino nasceu, eu comecei a enxergar todas as crianças com Down”, conta hoje sentada na sala do apartamento onde mora com o filho em Porto Alegre.
Até os quatro anos, o desenvolvimento foi dentro do esperado. A primeira convulsão veio nessa idade, junto com o diagnóstico de uma anomalia cerebral. A partir daí, foram sete cirurgias. “Quando não é contigo, tu não enxerga, tu não vê, tu não sente. Quando é na tua pele, daí é que tu vê as coisas” – foi o que disse Flávia, sempre acariciando o filho em sua cama.
A família morou um tempo em Santa Catarina, onde Vinícius começou a apresentar intercorrências respiratórias e uma inclinação progressiva do corpo. Quando Flávia voltou ao Rio Grande do Sul, o diagnóstico veio rápido: era uma escoliose severa, em evolução acelerada. Aparelhos cedidos por um hospital de Porto Alegre permitiram tirá-lo da internação prolongada e levá-lo para casa.
Por um ano e dois meses, Flávia ficou sozinha em casa com o filho. Mãe solo, separada havia anos, sem rede familiar próxima, era ela quem aspirava, virava na cama, dava banho, alimentava e vigiava a oxigenação. Foi em 2022, através de uma decisão judicial, que conseguiu o serviço de home care com técnicos de enfermagem em escala de 24 horas, fisioterapia e fonoaudiologia. Foi nesse período que a rotina se estabilizou, com Vinícius voltando a falar, mesmo com a traqueostomia – uma abertura cirúrgica no pescoço, com uma cânula que mantém a passagem do ar até os pulmões.
Por quase três anos, a equipe chegava e o atendimento existia. O risco continuava no horizonte, mas por ora administrado.
A investigação que veio a público
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A primeira ação policial sobre a fraude havia ocorrido em 4 de dezembro de 2024, quando o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público gaúcho deflagrou a Operação Gollum, em Passo Fundo, com 11 mandados de busca e apreensão. Em janeiro de 2025, a Polícia Civil do estado deu sequência à Operação False Care, que mirou pelo menos dez processos que apresentavam à Justiça orçamentos forjados e papéis adulterados, segundo o delegado Max Otto Ritter, em comunicado da Polícia Civil. Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e a apreensão de três veículos de luxo comprados, de acordo com a investigação, com recursos da fraude.
Em 23 de março de 2025, o programa Fantástico, da Rede Globo, foi ao ar com uma investigação produzida em conjunto com o Grupo de Investigação da RBS. Com câmeras escondidas e flagrantes, as reportagens revelaram a dimensão pública do caso. Foram denunciadas empresas acusadas de forjar documentos, registrar atendimentos não realizados, falsificar assinaturas de pacientes e cobrar do estado por serviços que nunca chegavam à casa de quem dependia deles.
Uma das empresas envolvidas prestava serviço a Vinícius, enquanto outras deveriam atender dezenas de pacientes pelo interior do estado. A reação à reportagem foi imediata. Logo famílias e profissionais começaram a receber mensagens da direção das empresas pedindo calma.
“Eles mandaram, na mesma semana em que foi ao ar a reportagem, uma mensagem pedindo para que a equipe ficasse tranquila, que eles tinham sido as vítimas”, lembra Carolina Trinca da Silva, técnica de enfermagem que trabalhava para uma das prestadoras investigadas.
O dia em que o pagamento não caiu
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Carolina recebeu o aviso pela manhã, às oito horas, no dia exato em que o salário deveria ter sido depositado. Estava de folga e a empresa enviou um ofício comunicando que não tinha o valor para o pagamento. Porém, no outro dia, ela seguiu trabalhando, parte por esperança e parte por vínculo com o paciente.
Carolina diz que a empresa somente prometia os pagamentos: até o final da semana, na próxima quarta, na próxima segunda, até entrar o pagamento do Ministério Público… Nenhum desses dias chegava com depósito. A técnica alega ter trabalhado cerca de dez dias sem receber, custeando do próprio bolso a condução para a casa do paciente.
“A gente literalmente ficou trabalhando de graça, porque não podia deixar o paciente abandonado, com uma mãe sozinha. Só que foi faltando para a condução, foi ficando ruim, ninguém tinha pago as contas, todo mundo estava naquela apreensão”, relata Carolina.
Pouco a pouco, a estrutura foi desabando, faltando material e até medicação. As enfermeiras de plantão pararam de responder ao grupo de mensagens. Quando um paciente entrou em uma intercorrência, apavorada, a mãe escreveu no grupo da empresa e o pedido de socorro ficou sem resposta. Carolina ainda guarda as mensagens que enviou e as descreve:
“eu implorei por um auxílio para essa mãe que está abandonada tentando manter a integridade do filho. Só que a gente não teve resposta."
Sem alternativa financeira ou operacional, a equipe foi procurar outras vagas. A empresa não comunicou formalmente o encerramento do serviço, simplesmente parou de responder. Carolina ficou sem trabalho, e os pacientes, sem atendimento.
A ausência que nenhum exame mede
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Por se tratar de serviço obtido por decisão judicial, a reposição exigiu uma nova ação, uma nova análise médica e uma nova decisão. Como a empresa anterior dificultou a liberação dentro do processo, segundo Flávia, o trâmite se arrastou. A família ficou cerca de três meses sem atendimento contínuo. “Faltou medicação, faltou fralda, faltou todos os atendimentos. Foi um caos tanto na minha vida quanto na dele”.
“Ele esperava, olhava no canto de olho para a porta e dizia: ‘mãe, depois, depois’”,
como se ainda acreditasse que os técnicos chegariam no dia seguinte. “Foi um longo período de tristeza, de choro. O psicológico dele ficou bem afetado. Na hora de levantar, não queria. Na hora de comer, não queria”.
Uma defensora pública chegou a procurar a família e ofereceu uma vaga em casa geriátrica. Flávia recusou: “eu não botei filho no mundo pra colocar ele dentro de uma clínica. Eu sou mãe e quero ficar do lado dele”.
O impacto sobre Vinícius foi físico e psicológico. Sem a fisioterapia respiratória, com a escoliose pressionando o sistema, a rotina de cuidado virou prerrogativa quase exclusiva da mãe. Os técnicos, que vinham há anos, já tinham virado parte da família. A ausência produziu um efeito que nenhum exame consegue medir.
A fila (que) parou
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A fraude também afetou quem ainda não havia recebido o serviço – pessoas como Sérgio Augusto de Oliveira, 62 anos, que sofreu um AVC isquêmico. Ele perdeu a fala e ficou com limitação motora severa, precisando de ajuda para se alimentar, tomar banho e evitar feridas. A indicação médica para home care foi feita. A família entrou com o pedido. Sérgio entrou na fila… e continua nela.
“A gente começou a perceber porque os prazos passavam e ninguém dava uma resposta concreta. Sempre diziam que ele estava na fila, que precisava aguardar. Só que o atendimento nunca chegava. Quando a fraude veio à tona, foi como se tudo fizesse sentido da pior forma possível”, conta a filha, Mariana Martins de Oliveira, 38 anos, responsável pelos cuidados do pai.
Depois das operações policiais, segundo Mariana, a fila parou. Nenhum canal oficial procurou a família. E em pacientes pós-AVC, cada semana sem terapia pesa na recuperação.
“Meu pai perdeu tempo de reabilitação. A doença não espera a investigação terminar.”
Na cidade de Esteio, região metropolitana de Porto Alegre, a família segue como equipe improvisada. “Existe amor. Existe esforço. Mas também existe medo. Medo de fazer algo errado, de ele engasgar, de ele piorar. O home care é uma necessidade. E quando aparece uma fraude envolvendo atendimento de saúde, parece que todo mundo que está naquela fila passa a ser visto com desconfiança”, diz Mariana.
O direito que ficou suspenso
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Para a advogada Aline Marques Rocha, os casos de Vinícius e Sérgio são representativos de um problema maior. O caminho até o serviço de home care costuma começar pela tentativa administrativa, em geral negada ou submetida à demora excessiva, e terminar em uma ação judicial com laudos médicos.
Depois das operações policiais, o Judiciário passou a analisar com mais cautela documentos e orçamentos das empresas que pedem o pagamento. “Isso é compreensível. Mas é importante separar a fraude praticada por empresas da necessidade real do paciente. O direito à saúde não pode ser prejudicado por atos criminosos de terceiros”.
Famílias que contrataram empresas fraudulentas de boa-fé, em regra, não respondem por isso. “Se a família agiu de boa-fé, ela também é vítima da situação”, aponta a advogada. O Estado, por sua vez, não figura como vítima, mas pode ser responsabilizado por eventual falha de fiscalização que tenha contribuído para o desamparo dos pacientes.
Há, sobretudo, um princípio anterior à discussão de culpa. “Existe um princípio básico no Direito à Saúde que é a continuidade do tratamento”, afirma Aline. “Quando a empresa é alvo de investigação, o atendimento não pode simplesmente ser interrompido. O Estado e o Judiciário precisam encontrar alternativas para que o paciente não fique desassistido”.
Para a advogada, o aspecto mais devastador da experiência das famílias não é o tratamento interrompido em si. “É a sensação de abandono, pois muitas famílias já estão emocionalmente e financeiramente esgotadas. Quando percebem que precisam lutar não só contra a doença, mas também contra falhas do sistema, isso gera um sofrimento muito profundo”.
Flávia mostra todos os equipamentos necessários para o filho.
Um sistema sem vistoria
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A fraude no home care gaúcho começou a ser desmontada em dezembro de 2024, quando a PGE-RS identificou ordens judiciais no valor de R$ 35 milhões destinadas ao serviço apenas em Passo Fundo. A partir disso, o GAECO/MPRS deflagrou a primeira fase da Operação Gollum. Em 13 de maio de 2025, 23 pessoas foram denunciadas por organização criminosa, estelionato qualificado e falsidade ideológica. Os denunciados foram divididos pelos promotores em quatro núcleos: familiares dos pacientes, prestadores de serviço, advogados e colaboradores.
O modus operandi descrito pelo Ministério Público combina engenharia jurídica e empresas de fachada. Pedidos de home care eram apresentados à Justiça com laudos médicos falsificados, garantindo liminares que liberavam o pagamento pelo estado antes da licitação. Em sequência, a própria organização criminosa sugeria à Justiça nomes de empresas que faziam parte do grupo.
A estrutura ainda contava, segundo o MPRS, com um escritório de advocacia que impugnava licitações concorrentes e dificultava a entrada de profissionais de empresas vencedoras nas residências dos pacientes. Em diversos casos, os atendimentos eram parciais ou sequer aconteciam. Há registros de pagamentos que continuaram mesmo após a morte dos pacientes.
A escala financeira do esquema é considerável. Cada paciente em home care representa um custo mensal que varia de R$ 10 a R$ 80 mil aos cofres públicos, conforme a complexidade do quadro. Entre 2016 e 2019, o IPE Saúde gastou R$ 37,7 milhões com esse tratamento. Em 2023, o bloqueio judicial sobre o orçamento do Estado para custear o serviço foi de R$ 19 milhões. Em 2024, saltou para R$ 39 milhões. As operações em sequência (False Care, Home Cash, Gollum I e II) produziram, somadas, mais de 50 denunciados.
O que não foi calculado, entretanto, em nenhum dos comunicados oficiais, é o número de pacientes que ficaram sem atendimento durante o desmonte das empresas. Não há mapeamento público desse impacto. “O sistema ainda é muito fragmentado”, avalia Aline. “Não há fiscalização integrada entre Estado, empresas e órgãos de controle. Além disso, o foco acaba ficando no aspecto financeiro da fraude, enquanto o impacto humano sobre os pacientes demora mais para ser identificado”.
Flávia confirma a observação a partir da própria experiência. Em quatro anos de home care obtido judicialmente, com duas empresas diferentes, nunca recebeu nenhuma vistoria federal, estadual ou municipal. Nenhum representante do poder público apareceu na casa para conferir se o serviço chegava, se o paciente estava sendo cuidado, se os insumos eram entregues. “Ninguém veio dizer nada, nem olhar trabalho, nem averiguar se tá bem, se não tá, se o serviço está sendo ou não bem prestado”, conta Flávia. “Eu até acredito que por não ter essa vistoria é que ocorre esse tipo de coisa”.
Aline defende o aumento da fiscalização das empresas, mecanismos mais transparentes de contratação e integração entre Judiciário, Estado e órgãos de controle. “A saúde não pode funcionar apenas de forma reativa, só depois que o problema explode”.
Os pós-fraude
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Vinícius hoje é atendido por outra empresa, sob nova decisão judicial. Flávia descreve o serviço como diferente, com pagamentos em dia, presença do diretor e fornecimento de insumos. A rotina foi reconstruída, mas o medo permaneceu.
“Voltou todo o horror. Medo de perdê-lo, medo de ter que deslocar ele pra dentro de um hospital porque não foi prestado serviço corretamente."
Carolina segue trabalhando como técnica de enfermagem, mas mudou de planos. Procura agora uma vaga com carteira assinada. No início de 2026, conseguiu um acordo trabalhista com a antiga empregadora, depois de duas audiências. A primeira foi adiada a pedido da empresa, que alegou caixa zerado.
“Tem coisas que atrasaram, a vida travou, era o salário do mês que eu estava guardando."
Sobre as investigações em curso, Carolina diz nunca ter sido procurada por nenhum órgão de segurança ou pelo Ministério Público. Nem como testemunha, nem para depor sobre o que viveu.
Mariana e Sérgio seguem esperando. Não há previsão de quando, sequer se o atendimento domiciliar vai ocorrer. A filha continua dividida entre o papel de cuidadora improvisada e o de filha de um pai que perdeu a fala, e segue perdendo o tempo da reabilitação.
Já o esquema permanece ativo e mostra seu capítulo mais recente. Em abril de 2026, a empresária responsável pela Renovar Home Care, apontada pelo Ministério Público como uma das principais envolvidas, foi presa. Mesmo na condição de ré, seguia operando o esquema, sem que as restrições impostas pela Justiça tivessem efeito.
Para famílias na situação de Mariana, ou que se sintam prejudicadas por empresas fraudulentas, a advogada Aline orienta um caminho. O acesso ao serviço de home care costuma passar por três etapas: primeiro, uma indicação médica fundamentada, com laudo detalhando a necessidade e os cuidados requeridos; pedido administrativo ao Estado ou ao plano de saúde, com documentação completa; e, em caso de negativa ou demora excessiva, ação judicial com pedido de tutela de urgência. “Quando o risco ao paciente é urgente, o Judiciário costuma conceder liminar para garantir o atendimento imediato”, afirma Aline.
Para quem suspeita ter sido vítima de fraude, o primeiro passo é reunir contratos, prescrições, mensagens, comprovantes, relatórios e procurar orientação jurídica que garanta a continuidade do atendimento. “O direito à saúde é um direito fundamental, e nenhuma família deve se sentir culpada por buscar tratamento digno para quem ama”, diz Aline.
Vinícius e Sérgio dividem um lugar que ninguém quis realmente calcular. Estão entre os pacientes acamados que o Rio Grande do Sul perdeu de vista enquanto desmontava uma fraude milionária. Não constam nos relatórios oficiais. Estão apenas nas casas onde mães, filhas e técnicos seguram o que podem, como podem. Para Vinícius, o “depois, depois” finalmente chegou! A equipe voltou e a porta abre. Para Sérgio, o depois ainda não tem data. E enquanto não tem, ele continua na sombra do próprio quarto esperando que alguém, do outro lado da porta, lembre que ele também faz parte dessa conta.
SOBRE O AUTOR
Guilherme Trindade
Estudante do 6º semestre de Jornalismo na Universidade de Santa Cruz do Sul. No COMverso Das Sombras, atuou como repórter e integrou a comissão do site. Só escuta música de artistas que nasceram antes dele. Já participou do Sala de Redação e gosta de falar sobre política.